<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922</id><updated>2011-07-30T19:35:01.795-03:00</updated><title type='text'>HTTP 403</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-2355054805049864596</id><published>2009-10-04T22:51:00.000-03:00</published><updated>2009-10-04T22:52:16.344-03:00</updated><title type='text'>Total overdose!</title><content type='html'>Recentemente tenho freqüentado, por uma casualidade do destino, um bom número de boates. Eu era um pouco alheio a esse tipo de ambiente, nunca tinha de fato entrado em uma. Portanto, o que eu imaginava e a verdade de fato acabaram se desencontrando. Eis algumas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que filmes ou fotos possam fazer crer, uma boate deixará suas roupas com um fedor de cigarro e álcool que te enjoará por uns bons dias depois. Ao vivo, a experiência da boate é mais visual (ou tátil) do que olfativa, mas na manhã seguinte você se perguntará como o cheiro não te incomodava. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das boates não tem uma boa noção de que tipo de música colocar. Se você acha que vai escutar seus hits favoritos do rádio ou aquelas músicas que você sempre pensou que “seriam ótimas numa boate”, pode esquecer. Isso só acontecerá por cinco segundos, no intervalo entre uma banda de samba e outra de pagode que simplesmente não vão embora, mesmo que tudo mundo queira dançar. É isso ou um DJ que obviamente tem o desejo reprimido de tocar numa rave e a boate foi o máximo que conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai ficar bêbado. Sim, e muito. Por que se você não ficar, vai morrer de tédio, odiar o lugar e se perguntar porque achou alguma vez que era uma boa idéia ir. Claro que se beber, na manhã seguinte, com uma ressaca daquelas, você se perguntará o que tinha de tão boa a boate, e se não compensaria ter ficado em casa. Em resumo, a diferença entre se embebedar ou não é que se você escolher a primeira pelo menos vai se divertir enquanto está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vai para uma boate com alguém a quem você quer causar uma boa impressão, pois não só não tem jeito nenhum de fazer isso, você fará tudo o oposto. A boate (e nisto eu quero dizer o ambiente escuro, os vapores inebriantes, a música alta e o álcool nas veias) muda o ser humano de uma maneira tão profunda que é possível dizer que ele não é mais ele mesmo. Partes suas até então desconhecidas aflorarão com força, como seu lado dançarino, seu lado prostituta ou seu lado psicólogo. Elas sumirão junto com a ressaca, não se preocupe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, vou encerrar o texto de hoje um pouco antes que os outros, mas me entenda. Estive em duas boates só nesse fim de semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-2355054805049864596?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/2355054805049864596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=2355054805049864596&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/2355054805049864596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/2355054805049864596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/10/total-overdose.html' title='Total overdose!'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-6069081954064964625</id><published>2009-09-28T19:36:00.000-03:00</published><updated>2009-09-28T19:37:03.290-03:00</updated><title type='text'>Vida longa e próspera!</title><content type='html'>Todas as colunas, eventualmente, tem um texto que puxa o saco de alguém. Com a minha não poderia ser diferente. E quem, pergunta-se você, será o beneficiado? Ninguém outro que J. J. Abrams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou assumir que você já ouviu falar. Muito provavelmente sim, especialmente considerando o tipo de leitor que tenho em mente, mas pode ser que não. Mas suponho que você já tenha ouvido falar de Lost. Lost, sendo o seriado tremendamente famoso que é, é uma das obras mais famosas de Abrams. O que é meio injusto, porque ele é meio desligado da série, e ultimamente nem tem muita participação. Vou, portanto, focar nas duas realizações de Abrams que considero mais importantes: O seriado Fringe e o remake de Star Trek.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fringe, como já disse algumas vezes neste blog, é um dos melhores seriados que existem. No seu gênero, ficção científica, é o melhor que já vi. Comparado de inicio com o Arquivo X, a série segue a agente do FBI Olivia Dunham, o cientista Walter Bishop e seu filho Peter enquanto estes investigam uma série de casos bizarros (parte do que se chama o “Padrão”) e explicáveis somente pela “ciência de borda” (fringe science). Desde teletransporte a telepatia, nada escapa ao trio, que vai revelando que suas próprias vidas são tão interessantes e suspeitas como os casos que investigam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que admitir que, em parte, meu amor pelo seriado se deve à atriz Anna Torv, que interpreta Olivia. Ela é simplesmente perfeita para o papel. Seus colegas não ficam atrás, mas ela é maravilhosa. Dito isso, a série é de fato muito boa, e, da mesma maneira que Lost, nos engaja com seus mistérios e nos enternece com seus momentos de romance e intriga. A cenografia é muito boa, a produção é caprichada e a redação, na maior parte, inteligente. Estou apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não fosse suficiente, Abrams ainda produziu e dirigiu o mais novo filme de Star Trek, acompanhado, inclusive, dos mesmos escritores de Fringe. O filme pode parecer confuso a princípio, como qualquer obra de Abrams, mas ao pouco tudo vai sendo compreendido, numa aventura estonteante que não pára um segundo. Os atores foram bem escolhidos (aliás, só para ver o Sylar de Heroes com as sobrancelhas de Spock eu já assistiria ao filme) e os cenários são realistas (o mais realistas que poderiam ser considerando-se que é Star Trek). O melhor é que as duas horas passam em uns minutos, já que o script mistura piadas e diálogos emotivos com uma freqüência calculada, nunca nos fazendo sentir que nada está acontecendo. Fazia tempo que não via um filme tão simples e bom ao mesmo tempo, e não consigo esperar pelas seqüências (há mais duas no forno, com os mesmos autores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o que posso dizer? Acho que de agora em mais, tudo o que tiver o nome J. J. Abrams na capa vai ter minha fidelidade. Eu sei, eventualmente eu vou ver alguma coisa péssima, mas assim como pude perdoar o mais novo e desastroso vídeo musical da minha musa, Shakira (um vídeo, aliás, de uma música muito boa), eu vou conseguir perdoar os erros de Abrams. A não ser que Fringe fique ruim. Em cujo caso... não quero nem pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-6069081954064964625?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/6069081954064964625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=6069081954064964625&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/6069081954064964625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/6069081954064964625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/09/vida-longa-e-prospera.html' title='Vida longa e próspera!'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-62302968273686350</id><published>2009-09-20T22:28:00.002-03:00</published><updated>2009-09-25T18:11:22.595-03:00</updated><title type='text'>Diga-me quando te casas e te direi de que ano és</title><content type='html'>Tenho pensando muito, ultimamente, nas relações amorosas dos tempos de hoje. A princípio, a união de um homem e uma mulher é uma coisa bem simples: Devido a certas características, dois seres de sexos opostos se atraem, copulam e criam novos seres. Hoje em dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tais “características” que estimulam a atração mudaram bastante durante a história. Geralmente físicas ou emocionais, elas sempre estiveram atreladas ao contexto social (antes, ser magro era ruim, pois queria dizer que o sujeito não tinha comida em casa, ou que era doente). Hoje em dia, os arquétipos formados de homem e mulher ideais são, a grosso modo: Rico, musculoso e inteligente (nessa ordem); “gostosa” (ou seja, favorecida em algumas áreas e deficiente em outras), inteligente e bem-sucedida (esta última é debatível para aqueles com menos auto-confiança). Mas enfim, continuamos escolhendo aqueles que nos atraem, seja pela razão que for. Nessa área, até que não mudamos tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quanto ao copular... a distância entre a atração e a copulação depende do casal. Para muitos, são menos do que algumas horas. Existe, é claro, uma relação diretamente proporcional entre o nível de álcool na corrente sanguínea dos copulantes e o tempo que lhe levou para ir ao ato. Ou pode ser simples safadeza, também. Já para outros, há um eternidade (senão temporal, mental) entre se conhecer socialmente e biblicamente. Segue um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher X encontra Homem Y. Eles conversam e se sentem atraídos. Mulher X deixa seu telefone com Homem Y. Ele não liga por três dias. Mulher X se desespera. Quando já começa a olhar para outros homens, Homem Y liga. Ao parecer, seu celular tinha sido levado pela polícia, que o confundira com evidência de um crime com o qual Homem Y não tinha nada a ver. Os dois marcam um encontro. Os dois vão ao encontro. Continuam a se gostar. Homem Y leva Mulher X à porta de casa. Os dois se beijam, mas ela entra rápido, porque não está pronta. Mulher X adiciona Homem Y no Orkut. Ela descobre com horror que a página está cheia de recados de outras mulheres. Sabe que ainda não pode tirar satisfação, então engole seu ciúme. Sente até um espírito de competição. Essas vadias que se cuidem. Homem Y liga em poucos dias. Mulher X se congratula interiormente por ter entrado rápido em casa na noite do encontro. Os dois marcam mais um encontro. Mulher X menciona em tom casual o tanto de recados de mulheres no Orkut. Ele responde em tom casual que elas não tem importância. Mulher X se sente orgulhosa. Homem Y leva ela em casa. Os dois dormem juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui chegamos a um ponto crucial da história, que leva à terceira fase do relacionamento homem-mulher. Pode acontecer que, após a fatídica noite, Homem Y não ligue nunca mais e, olha só quem diria, as vadias do Orkut eram importantes sim. Mulher X chora, se arrepende, se sente uma idiota, come sem controle, se embebeda com as amigas e continua sua vida normalmente. No entanto, existe uma outra possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem Y continua a ligar e os dois continuam a sair. Mulher X começa a passar muito tempo na casa de Homem Y. Os dois decidem se mudar juntos. Homem Y é promovido. Mulher Y escreve um livro de sucesso. Os dois se casam. Porque ela viaja muito, eles decidem esperar para ter filhos. Mulher X passa cada vez mais tempo fora de casa. Homem Y contrata uma nova secretária estonteante. Mulher X odeia. Os dois brigam. Os dois ficam de boa. Nessa noite, Mulher X esquece da pílula. Nasce criança A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos aqui ao final de nossa história. Se você sentiu cansaço só de ler, imagina viver. Se por um lado ganhamos autonomia, por outro, quanto temos que trabalhar! E pensar que houve uma época em que nossos pais, um dia, junto com as ordens de “não ande descalço pela casa” e “chega de brincar na lama”, nos avisavam com quem íamos casar. Simples assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-62302968273686350?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/62302968273686350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=62302968273686350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/62302968273686350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/62302968273686350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/09/diga-me-quando-te-casas-e-te-direi-que.html' title='Diga-me quando te casas e te direi de que ano és'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-4170016121212713592</id><published>2009-09-13T22:26:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T22:50:51.179-03:00</updated><title type='text'>Crônica de uma literatura anunciada</title><content type='html'>Meu mundo de leitura está passando por um momento difícil. Antes, eu lia muito. Muito. Às vezes chegava a ser exagerado, como quando li Harry Potter e o Cálice de Fogo em um dia. Não precisava. Mas agora sinto que estou ficando lento. Demorei quase três meses para ler O Colar da Rainha. Tudo bem que ele tinha três volumes e estava em francês (o que me forçava a ler mais lento ou reler algumas partes várias vezes), mas é um livro de Dumas, pelo amor de Deus! Quando recentemente compre a versão integral, em espanhol, dos Três Mosqueteiros, acho que não demorei mais de uma semana. Já comentei isto em outro post, &lt;a href="http://http-403.blogspot.com/2009/05/uma-longa-estrada-cheia-de-misterios.html"&gt;Uma longa estrada cheia de mistérios&lt;/a&gt;, no qual atribuí minha lentidão à falta de interesse com as histórias, mas a verdade é que não é só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do Colar, peguei o primeiro livro de uma trilogia muito famosa no mundo anglo-parlante, Fundação, de Isaac Asimov (publicada no Brasil recentemente numa edição muito bonita). Tive a sorte de achar ele em inglês na biblioteca da Faculdade de Letras, e li em menos de uma semana. Nenhum motivo de orgulho, porque o livro é muito pequeno mesmo. E, ao contrário do Colar, que tinha altos e baixos, esse aqui era muito empolgante. Mesmo dividido em cinco histórias diferentes. Foi uma leitura prazerosa e curta, mas não posso atribuir minha rapidez somente a isso: Houve um feriado de por meio. Ou seja, eu tive tempo. Agora, lendo a continuação (Fundação e Império), a história é diferente: Com vários outros textos para ler da faculdade, mais tarefas do meu trabalho e uma prova na semana que vem, o coitado do livro, que é até menor que o primeiro, está sendo lido a passo de tartaruga. E se um livro estimulante encoraja uma leitura rápida, o contrário também é verdade: Demorar para ler um livro pode tirar seu atrativo. Estou gostando da história, claro, mas com a demora para ler, e as pausas entre um bloco de leitura e outro, me perco e não desfruto tanto. Estou fazendo questão, pelo menos, de ler um capítulo cada vez, o que diminui o efeito. Afinal de contas, o livro era publicado em revista. Os leitores esperavam um mês entre um capítulo e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só a falta de tempo para ler que me perturba, senão a quantidade de livros que quero ler também. Percebi que faz muito tempo que não leio em espanhol, portanto procurei um clássico para ler depois de terminar a trilogia da Fundação. Pensei imediatamente em Cem Anos de Solidão, que já tentei ler uma vez e parei. No entanto, lembrei que antes dele ainda tenho que ler um que ganhei de um amigo, Amor em Minúscula. Isso sem falar que a GQ deste mês ainda nem acabei, e não falta muito para que ela e sua irmã WIRED do mês que vem cheguem (as duas requerem tempo; afinal de contas, são revistas americanas. Ou seja, gordas). E ainda por cima me deu uma vontade estranha de ler Grande Sertão: Veredas. Pois é. Como vou fazer isso junto com todo o resto de meus deveres e leituras obrigatórias, não sei. E tenho que fazer rápido, porque quero ler algo em francês de novo para não perder o costume. Pois é, Corcunda de Notre Dame, me aguarde. Ainda chego a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no meio disso tudo, meu próprio livro continua ali, estagnado. Havendo terminado de revisar a primeira parte e tendo dividido a segunda em mais de seis dezenas de cartões (cada um descreve uma cena do livro), simplesmente parei. Deveria, agora, sentar com os cartões, arranjá-los, jogar fora uns, adicionar outros, até conseguir exatamente o que quero e reescrever isso mesmo. O que me desanima, claro, e que parece que não tenho tempo. Mas, como disse um autor que escreve sobre escrever livros, fazer uma coisa quando você tem outras mil não é tanto. É só mais uma. Agora, se escrever fosse o único que eu tivesse para fazer, tenho certeza de que não faria. Porque se há algo que os escritores não gostamos de fazer, é escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, literatura. Não posso viver com você, não posso viver sem você. Ou melhor: Ai, tempo. Quem foi o sem-noção que pensou que trabalhar cinco dias e descansar dois era uma boa idéia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-4170016121212713592?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/4170016121212713592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=4170016121212713592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4170016121212713592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4170016121212713592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/09/cronica-de-uma-literatura-anunciada.html' title='Crônica de uma literatura anunciada'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-8185240335033309383</id><published>2009-09-06T23:16:00.001-03:00</published><updated>2009-09-06T23:18:37.989-03:00</updated><title type='text'>Une nuit pour rappeler</title><content type='html'>&lt;p&gt;Abriu um supermercado novo aqui perto de casa. Minha relação com ele começou no pé esquerdo: Para ser construído, ele havia fechado várias lojas que ocupavam seu lugar; dentre elas, uma favorita minha que vendia queijos e carnes importados e, mais que isso, deliciosos. Se havia alguma falha neste deleite culinário era um preço salgado demais. Mas enfim, a loja se foi e este supermercado veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tudo estava perdido, porém. Minha mãe me anunciou que o dito-cujo também vendia queijos, e que pareciam ser bons. Portanto me empolguei (também tem a ver com o fato de estar em casa neste feriado prolongado e sentir que não estava fazendo nada) e convidei meu pai para comprar todos os ingredientes de um jantar perfeito. Ele aceitou e lá fomos os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja claro para mim e não para o leitor, portanto vou esclarecer: O jantar perfeito não precisa de mais do que uns três tipos de queijo, dois de presunto cru, dois de pão (de preferência um com cereais e outro sem) e uma boa garrafa de vinho tinto. O novo supermercado prometia ter todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos com os queijos, e pareceu que a empreitada ia fracassar: A maioria era nacional. Não se pode ter um &lt;em&gt;grand&lt;/em&gt; jantar com queijos nacionais. Mas, caçando par aí, conseguimos encontrar um Gouda e um Old Dutch da Holanda. Mais aliviados, procedemos ao presunto. Sem pensar muito, pegamos duas bandejas de italiano. O presunto não é tão difícil quanto o queijo. Ele tem muitas mais chances de ser bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos aos pães. Instantaneamente levamos um estilo &lt;em&gt;ciabatta&lt;/em&gt; (que tem uma crosta dura e o interior ao mesmo tempo macio e pegajoso – uma delícia).  Eu queria algum integral, mas não achei. Tive que me conformar com um italiano coberto de gergelim. Pegamos duas bandejas de &lt;em&gt;financiers &lt;/em&gt;(uma espécie de massinha doce feita com farinha de caju à qual já sou adito, especialmente quando tem casca de laranja) para a sobremesa. Só faltava o vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adega do supermercado não foi bem planejada: Muito estreita e mal iluminada. Isso sem contar que cada país tinha meia parede para seus produtos. Se os franceses e os italianos soubessem que dividiam uma das menores! Mas, sem dar muita importância à parte européia da coisa, meu pai e eu nos dirigimos à secção argentina, uma das maiores. E não digo isso com orgulho: A maior parte dos vinhos que estavam ali seriam melhor usados se fossem colocados fora do banheiro para que o usuário se prevenisse da gripe suína. Meu pai e eu olhávamos com horror as estantes, que continham calúnias como vinhos brancos com tapa de enroscar, ao estilo refrigerante, ou um tinto que se chamava &lt;em&gt;Pasión por el tango&lt;/em&gt;. Só para que fique claro, o vinho e o tango habitam regiões diferentes e &lt;em&gt;opostas&lt;/em&gt; da Argentina. Um vinho que se chama “Paixão pelo tango” é o mesmo que, para dar um exemplo que explique meu horror, um cantor de funk nascido em Santa Catarina (se isso existe, por favor, não me contem). Enfim, escolhemos o melhor que achamos (o que não quer dizer que era um vinho decididamente bom, só o que tinha menos chances de ser ruim).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando chegamos em casa, dispomos tudo de maneira pitoresca e nos sentamos para acompanhá-lo com um filme, &lt;em&gt;Hors de Prix&lt;/em&gt;, escolhido justamente porque é francês, o que acompanhava a suntuosidade culinária da noite (e porque, como estou estudando francês, não perco oportunidade de treinar minha compreensão). A noite foi bastante boa. Os queijos e o vinho deixaram um pouco a desejar, só um pouco (mais o vinho que os queijos). O presunto, os pães e o filme me satisfizeram completamente. Mas, em espírito de francês, que nunca elogia nada, vou dizer somente que &lt;em&gt;je suis content&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-8185240335033309383?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/8185240335033309383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=8185240335033309383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/8185240335033309383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/8185240335033309383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/09/une-nuit-pour-rappeler.html' title='Une nuit pour rappeler'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-4556622313504444908</id><published>2009-08-31T10:44:00.000-03:00</published><updated>2009-08-31T10:45:30.201-03:00</updated><title type='text'>Vejo uma idéia em seu passado</title><content type='html'>Uma música muito bonita em espanhol possui a seguinte frase: “a dónde van las palabras que nunca llegaron al papel” (acho que a frase dispensa traduções). Essa é uma pergunta que ronda minha cabeça já por um tempo. Como eu disse no primeiro post deste blog, ter idéias e não fazê-las é uma das minhas especialidades. Tanto assim que enumerá-las pareceu-me uma boa idéia para um post. E essa eu vou cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras que lembro foi fazer papel reciclado. Eu devia ter uns sete anos. Peguei várias folhas de todo tipo de papel, piquei, molhei, amassei, misturei com cola e, quando já tinha o que se chama de papel machê (ou seja, uma massa disforme e nojenta pronta para virar o que você quiser), desisti. A dita cuja havia sido amassada na banheira de brinquedo de uma das bonecas de minhas irmãs; ainda hoje a banheira lilás cheia de papel machê me assombra, como um fracasso que ainda não superei. Demais está dizer que a banheira foi esvaziada no lixo e devolvida a sua verdadeira dona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra foi fazer perfume ambiental. Amassei vários tipos de folhas de árvore, juntei com casca de laranja e joguei tudo num vidro de café. Voilá. O aroma exalado era bom até pelos padrões dos adultos, que elogiaram meus dons. No entanto, para sentir o cheiro precisava-se cheirar na abertura do vidro. O danado não se espalhava. Isso não me deteve: Inventei a técnica de colocá-lo frente a um ventilador. Um sucesso. Mas ele acabou subindo à cabeça: Eu, com oito anos, e minha irmã, com cinco, tivemos a visão de uma produção em massa, com perfumes feitos segundo a vontade do cliente. Começamos a separar as folhas e cascas em sacolas plásticas, ingredientes que seriam servidos conforme requisitado. Não demorou um dia para eles mofarem. Mais uma idéia que acabou, literalmente, no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve outras que inclusive encontraram aprovação fora de minha família. Com doze anos, resolvi virar espião. Peguei um caderno e várias canetas coloridas e comecei a xeretar a vida dos outros. Deu certo, até ganhei outros seguidores. Mas aí mudei de país. Mesmo assim quis continuar. Adivinha o quê? Acabei esquecendo. Meu mundo de óculos escuros e chicletes de menta (que eu achava essenciais para ser um espião) esvaiu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas experiências com blogs não podiam deixar de entrar na lista: Dos que mais serviam como um Orkut porque só umas três pessoas comentavam, aos que tiveram só um post (e foram vários)... a gama é variada. Todos esquecidos. Exceto esse aqui (por enquanto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incontáveis livros foram começados, até o último detalhe já planejado. Com o primeira página de cada um deles eu fazia uma Bíblia. Não preciso falar que nenhum passou do terceiro capítulo. Fazer o quê. O único romance que já escrevi até agora foi o que eu não sabia muito bem como iria desenrolar. A improvisação me levou pelo caminho. Se eu souber cada passo que vou dar, para quê me dar o trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve também uma época na que achei que sabia desenhar. Comecei meu próprio mangá. A única página que ele teve deve estar metros e metros baixo terra, junto com outros dejetos. Comics americanos também foram alvo de minhas maquinações, mas nunca tive a coragem de começar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que dá para ver que tenho mais idéias das que posso executar. Mas suponho que uma bem executada equivale um Nilo das que foram abortadas. Talvez por isso continuo escrevendo este blog, mesmo que ninguém comente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-4556622313504444908?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/4556622313504444908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=4556622313504444908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4556622313504444908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4556622313504444908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/08/vejo-uma-ideia-em-seu-passado.html' title='Vejo uma idéia em seu passado'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-5973225875075499573</id><published>2009-08-23T18:42:00.002-03:00</published><updated>2009-08-23T19:19:23.546-03:00</updated><title type='text'>Tenho, um mundo de interpretações</title><content type='html'>Nesta semana de volta às aulas, surpreendi-me ao ver que, mesmo meu curso não tendo muito a ver com o assunto, muitas de minhas matérias discutiam arte. Já fosse a pintura Guernica, de Picasso, ou a relação fotógrafo-fotografado, ou mesmo a evolução da pintura através dos tempos, encontrei que cada dia eu discuti um assunto relacionado à arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma visão tradicional sobre o tema: Ou a obra é linda, ou não é. Se o que vejo na minha frente é algo que eu poderia ter feito (e meus dotes artísticos não vão muito além de bonecos de palitos) então não é uma obra de arte. É uma bobagem. Eu sei, a beleza é subjetiva e afins, mas eu simplesmente não tenho paciência. Ou me surpreende, ou não vale a pena tentar. (Estou falando de artes gráficas, mas este raciocínio também se aplica a “poemas” do estilo: “acordo/olho pela janela/o céu é azul”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas considerações aparte, muito discuti nesta semana sobre o significado da obra, sobre o quê tal ou qual pintura/escultura quis dizer. O quê elas expressam. Do que elas falam. Sendo uma espécie de artista eu mesmo (se bem da prosa) posso dizer já: Se o que o artista quis dizer não ficou claro, então ele não quis dizer nada. Em qualquer tipo de arte. Onde for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mania moderna de interpretar obras (“vejam como os tons vermelhos dos cabelos da moça remetem ao comunismo russo”; “se você ler com atenção, perceberá que o cachorro é uma alegoria ao poder divino”) é a responsável pela decadência da arte nos últimos séculos. Quantas vezes não ouvi dizer “Quando vi/li/ouvi, não achei grande coisa, mas depois de ver a interpretação comecei a gostar”? O artista pode fazer o que quiser – mesmo – e ele tem a confiança de que o mundo irá interpretar de uma maneira que ele nem mesmo pensou, mas que o tornará celebre do qualquer jeito. Todos podemos ser artistas. Ninguém o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem mencionar que os interpretadores têm quase o mesmo prestígio que os artistas em si. Ser o maior experto em Machado de Assis é, na mente de alguns, melhor do que ter escrito Dom Casmurro. Afinal de contas, Machado não se deu o trabalho de explicar sua obra. Ele somente a escreveu. Ele deu o primeiro passo para que a humanidade desse os outros trezentos na direção de explicar se Bentinho é um corno ou não (dica: Machado está morto. Nunca vamos saber. E a dúvida não é o ponto do livro?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo (percebi que uso muito essa frase em meus textos, deve ser medo de interpretação) que o artista não possa usar de certa ambigüidade ou de sutileza. É até bom. Alguns dos livros que mais gosto deixam suas mensagens claras sem ser completamente óbvios. Mas interpretar além do que o autor mostra, ou quando o autor não mostra nada, é uma bobagem. A arte é auto-explicativa. Não pode estar sujeita a escrutínio e normas. Não é para isso que ela serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor estávamos na época em que se uma obra valia uma fortuna, era porque o artista era talentoso (e essa palavra quer dizer “inimitável”, não “infinitamente interpretável”) e porque seu trabalho havia sido, de fato, um trabalho. Árduo. Demorado. Enfim, digno de admiração. Se bem, que pensando um pouco, naquela época as obras não valiam uma fortuna. Os artistas raramente eram reconhecidos enquanto estavam vivos. Que ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Você entendeu o que eu quis dizer neste texto? Procure bem, e verá uma crítica a situação política brasileira. Ou não. Cada um cada um, não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-5973225875075499573?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/5973225875075499573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=5973225875075499573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/5973225875075499573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/5973225875075499573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/08/tenho-um-mundo-de-interpretacoes.html' title='Tenho, um mundo de interpretações'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-62095421733512010</id><published>2009-08-09T22:31:00.000-03:00</published><updated>2009-08-09T23:11:22.672-03:00</updated><title type='text'>Iraque 2.0</title><content type='html'>Não sei se já mencionei isto antes, mas eu assino duas revistas americanas, GQ e Wired. Recomendo as duas. Juntas, não por separado. Elas conseguem um balanço entre conhecimento e entretenimento que não escapa o banal, mas ei, ninguém lê revista pra filosofar sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já chegando no final da Wired, comecei a ler uma reportagem sobre um grupo de executivos do Silicon Valley (o vale da tecnologia nos EUA, onde estão algumas das maiores companhias do ramo) que fez uma visita ao Iraque. Era um grupo misto: Representantes do Twitter, Meetup, AT&amp;amp;T e, claro, Google (eram três: do Google em si, do YouTube e mais outro que não lembro de onde era). Sua missão: Trabalhar junto ao governo do país para ajuda-lo a se recompor. Não eram essas as palavras que a revista usava, mas em fim, era o objetivo da visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer que meu primeiro pensamento foi “como?”. Em um país que, segundo a mesma reportagem, banda larga é um luxo e os mais ricos sempre tem mais de um celular porque as linhas vivem caindo (se uma cai, usam a outra), de que adianta ter twitter? Aliás, mesmo se tivessem uma ótima fiação e cobertura, qual seria o tweet do dia: “Dois carros bombas explodiram ontem aqui perto. A parede do meu quarto rachou um pouco. Mas acho que agüenta mais algumas explosões”? (pode parecer exagero de minha parte, mas a reportagem terminava com os executivos sendo levados embora porque havia ameaças de um carro bomba por perto que, de fato, explodiu algumas horas depois).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mente dos executivos de Silicon Valley, e, aparentemente, de grande parte do mundo, um país com YouTube e Facebook não precisa de comida e infra-estrutura. Claro que avanços tecnológicos são importantes, mas isso quando o básico está assegurado. E, em Iraque, o básico &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; está assegurado. O pior é que, na verdade, a idéia da visita partiu de políticos iraquianos, não dos americanos em si. Eles não pareceram entender que o progresso é uma escada, não dá para pular para o último degrau sem ter passado pelos outros. Inclusive culturalmente, o país não está preparado para a internet e suas maravilhas (ou pragas, dependendo de que lado se olha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o problema seja a importância que se atribui a coisas que não são tão importantes. Acho que um país consegue viver sem MySpace muito bem. É só olhar para alguns anos – não décadas, anos – atrás. Não existia. Por que alguém priorizaria a chegada de sites de relacionamento e informação a um país que não só não tem internet direito, como também não tem saúde a alimentação garantidas? Não é minha intenção depreciar o Iraque, mas não se pode negar que as condições pós-invasão estão muito abaixo do ideal. E meu ceticismo me diz que não são posts de 140 caracteres que vão tornar o Iraque um país de primeiro mundo. O Brasil tem e ainda está muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, pode não ter ficado claro: Os iraquianos tem todo o direito do mundo de surfar a internet e se conectar uns com os outros. Sejam felizes. Os seus políticos é que não tem o direito de colocar a internet por cima de outras necessidade bem mais &lt;em&gt;básicas&lt;/em&gt;.  E talvez não seja culpa deles, senão do resto do mundo que celebra a “revolução digital” sem esquecer tudo ao que ela está atrelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Eu sei que, ao postar este texto, estou fazendo parte daquilo que pareço estar criticando. Só gostaria de lembrar meu leitores que eu &lt;em&gt;tenho&lt;/em&gt; comida, saúde e educação plenas. Coisas que, mesmo assim, continuam no topo de minha lista de prioridades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-62095421733512010?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/62095421733512010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=62095421733512010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/62095421733512010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/62095421733512010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/08/iraque-20.html' title='Iraque 2.0'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-3280184858474455039</id><published>2009-08-02T22:34:00.000-03:00</published><updated>2009-08-02T22:35:14.739-03:00</updated><title type='text'>"Don't give up the fight"</title><content type='html'>De uns meses para cá, comecei a me preocupar com minha saúde. Com meu corpo, aliás. Senti que havia passado da hora de ganhar alguns músculos. Faz tempo que faço academia, mas nunca com o intuito de ganho de massa, senão para manter um condicionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui na nutricionista, montei uma dieta, comecei a fazer exercícios direcionados ao ganho de músculo. Comprei shakes e barras de proteína, troquei pão de forma por integral e cereal matinal por granola. Revivi o liquidificador de casa, para preparar vitaminas. Enfim, mudei meus hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todas essas mudanças, veio uma inesperada: Parei de correr na esteira. Eu corria todos os dias, mas acabou que era contra producente, e tive que parar. Depois de alguns meses, no entanto, comecei a ficar preocupado. E se começasse a ganhar gordura? Ou perdesse meu condicionamento aeróbico? Achei uma solução: Correria aos fins de semana, quando não ia na academia. Perguntei à nutricionista, perguntei na academia. Todos concordaram: Não ia fazer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria correr na esteira. Por algum motivo, não me parecia bom. Então escolhi uma praça aqui perto de casa e comecei, todos os sábados e domingos. É uma experiência e tanto. Eu não escuto música, não meço meus batimentos cardíacos nem escuto as minhas músicas favoritas (isso eu faço quando eu malho, mas não quando corro. Acho que tenho medo de roubarem meu MP3 um dia). Eu vou, só eu e minha chave de casa. Pensar na vida. Rezar um terço, se for sábado (domingo eu rezo com minha família).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o que dizem. Não é um afrodisíaco, uma experiência extracorpórea ou um momento de realização. Aliás, no meio da corrida, você quase não vai conseguir pensar. Tem horas que eu juro, aliás, que vou ter um ataque cardíaco e desmaiar. E no final, não sinto como se tivesse feito grande coisa. O peso do meu sucesso não cai sobre mim. O descanso não compensa tudo. Mas continuo voltando, fim de semana após fim de semana. Não gosto nem desgosto, faço porque preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem, de fato, uma coisa que correr me mostrou, é que a maior parte das vezes, só perdemos quando deixamos de lutar. Sinceramente, não há nada me puxando quando sinto que não consigo respirar, mas eu continuo correndo. Porque preciso. Porque eu sei que faz bem. E, de alguma maneira, consigo continuar. E voltar. E de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, não fiquei muito musculoso. Talvez um pouco mais definido, maior nas costas, um tanquinho na barriga. Alguns já me disseram: “Não é seu biótipo. Não adianta. É genética”. Ora bolas, se fosse por isso nem tinha começado. Com certeza meu metabolismo é acelerado, eu tenho problemas para ganhar peso. Mas justamente por isso eu tenho que tentar com força, com vontade. E com paciência. Só assim um dia vou poder colher os frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se tivesse que escolher uma razão para recomendar a alguém que pegue um par de tênis e o que mais achar que precisa e sair por aí para correr, seria esta: Correr ensina um pouco sobre a vida. Na vida, assim como na corrida, às vezes não há mais esperança e tudo parece perdido. Nem lembramos da razão pela qual lutamos (ou corremos). E, nesses momentos, só nossa força de vontade pode nos levar para a frente, até o lugar onde tudo ficará claro novamente e ficaremos felizes de não ter desistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se nunca ficar musculoso, pelo menos vou ser muito saudável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-3280184858474455039?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/3280184858474455039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=3280184858474455039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/3280184858474455039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/3280184858474455039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/08/dont-give-up-fight.html' title='&quot;Don&apos;t give up the fight&quot;'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-516204098416459516</id><published>2009-07-27T11:49:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T11:50:17.111-03:00</updated><title type='text'>Um dia se é o vigilante, outro o vigiado</title><content type='html'>Outro dia estava em meu quarto, me preparando para ir para a academia, quando vi pela minha janela uma imagem singular: Um homem, de uns 50 anos, com o torso nu, estava olhando pela janela de um prédio perto do meu. O interessante é que o corpo dele saía da janela, ele parecia estar muito interessado no que olhava. De repente, ele entra e sai correndo para dentro de sua casa. Eu fiquei estranhado: O que ele poderia ter visto que faria ele sair correndo? Ou seria talvez que alguém estava vindo e ele não queria revelar sua personalidade voyeur?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade era, ao mesmo tempo, inusitada e previsível: Ele voltou correndo segundos depois com um binóculo na mão, e procedeu a olhar de novo para fora. A corrida estava explicada: Ele tinha encontrado alguma cena muito interessante e não queria perdê-la, mas precisava analisá-la a fundo. Eu fiquei olhando, perplexo. Um homem olhando com binóculos pela janela me pareceu demais. Binóculos. Imaginem qual não foi meu pânico quando ele soltou o objeto com uma das mãos. Mas, graças a Deus, ele só coçou o pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui embora para a academia, mas a cena ficou na minha cabeça. Parecia-me perturbador. Mas, aos poucos, fui percebendo que o que eu tinha feito não era tão diferente assim. Tudo bem que eu não tinha ido pegar binóculos, mas a verdade era que tinha ficado preso por uma cena interessante (claro que nem remotamente tão interessante quanto a que o homem devia estar vendo). E, oh supressa, quando voltei em casa, olhei de novo pela janela. E outras vezes depois. Consegui descobrir, por exemplo, que o homem é casado, e têm no mínimo um filho e uma filha. O filho gosta de jogar videogame (de futebol, especificamente) até altas horas da manhã. No andar de baixo mora um casal também, com filhos pequenos, e o marido faz academia. Em outro prédio, num andar que fica na altura do meu, mora uma família de pai, mãe e filho, sendo que o pai trabalha com videogames (não tem hora que eu passe e ela não esteja sentado jogando, e os equipamentos no quarto mostram que é seu trabalho). Ele almoçam muito cedo e jantam muito tarde. Embaixo deles mora um homem de meia idade que adora fumar cigarros de palha na janela da área de serviço. Ele namora um outro homem bastante mais jovem, com quem costuma jantar lasanha. Uns andares mais acima, alguém acabou de se mudar e contratou uma empregada que dorme dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até parecer que eu passo meus dias na janela. Não é assim. Com uns poucos momentos por dia eu cheguei a conhecer a rotina destas pessoas, me surpreendendo com o previsíveis que chegam a ser. E com o tanto que eu sei delas, e ao mesmo tempo o pouco que sei. É engraçado, comecei a criar uma certa ansiedade de um dia encontrá-las na vida real. Eu não sei seus nomes, mas posso adivinhar que hora irão dormir. Não sei sua história, mas sei com quem moram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentei com outros. Não sou o único. Em horas de tédio, a janela chega a ser melhor do que a televisão. É uma espécie de Big Brother, sem o fingimento, as confissões e o prêmio. Mas, como no programa, você é uma testemunha a algo completamente alheio e sobre o que, no entanto, você passa a criar opiniões. Sobre seus cortes de cabelo, suas escolhas de roupa, a decoração de suas salas. Inclusive sobre seu comportamento. Outro dia eu vi o marido que vai à academia brincando com seus filhos no sofá e meu coração se encheu de ternura. Aí, claro, eu fui viver minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um pensamento, no entanto, que me incomoda: Será alguém testemunha da minha vida? Será que alguém já fez deduções sobre mim, sobre o que faço e como me comporto? Vai ver um dia olho pela janela e vejo um par de binóculos apontados para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-516204098416459516?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/516204098416459516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=516204098416459516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/516204098416459516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/516204098416459516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/07/um-dia-se-e-o-vigilante-outro-o-vigiado.html' title='Um dia se é o vigilante, outro o vigiado'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-4508166534250474624</id><published>2009-07-12T19:51:00.000-03:00</published><updated>2009-07-12T19:52:38.962-03:00</updated><title type='text'>O insuportável mundo real</title><content type='html'>Hoje assisti ao filme Watchmen. Gostei bastante. Por duas razões. Uma, por que é um bom filme. Técnica e artisticamente falando, é um filme lindo de se ver, bem feito, com ares de 300 (ou seja, um surrealismo que faz o filme ser mais bonito que a vida real). Segundo, porque possui uma história bem contada. Ele tem mais de duas horas, mas cada minuto vale a pena, e tenho certeza de que ver uma segunda vez é uma ótima idéia. O filme consegue contar tudo desde o começo ao fim mostrando cenas chave que, se bem no começo eram confusas, no final fazem muito sentido (principalmente uma introdução com créditos que é fantástica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não gostei do filme, no entanto, é que foi mais um exemplo do estereótipo no que as coisas “adultas” caíram hoje em dia: Uma ótima história com cenas de sexo e violência que não tem nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, um produto de entretenimento que se auto-classifica adulto (quando, claro, seu objetivo é entreter) terá uma história complicada e profunda, do tipo que crianças não conseguiriam entender ou pela qual não se veriam interessadas. É o caso, por exemplo, de Watchmen. Ou de 100 Balas, um ótimo comic que recomendo a todos. Não só possuem histórias que prendem, senão também fazem pensar em questões filosóficas e morais. De um jeito bom, claro, não entediante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que parece que os escritores não conseguem fazer um título adulto sem torná-lo impróprio. Todas as cenas de violência em Watchmen (que eram chocantes para qualquer um) eram completamente dispensáveis e poderiam ter sido mostradas de outro jeito. Por exemplo, tínhamos que ver uma machado sendo baixado sobre a cabeça de um assasino várias vezes. O ponto era mostrar como a personagem tinha mudado. Para isso, não bastava saber que o criminoso tinha sido morto? As cenas de sexo, também, não se relacionavam muito bem com o restante do filme. Que duas personagens façam sexo não quer dizer que nós temos que ver isso. Como acontece em outro comic que estou lendo, Scalped (não publicado no Brasil), onde o sexo aparece explicitamente sem razão aparente. Não só explícito, senão cru. E de violência nem se fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que estou reclamando de isto tudo? Por que percebi, enquanto assistia a um prisioneiro de Watchmen ter seus braços decepados com uma serra, que estou me tornando insensível. De tanta violência, tanto sexo e tantos palavrões na fala (sério, as personagens de Scalped não conseguem dizer algo sem adicionar “fuck”), estou me tornando insensível a isso. E quando acontece na vida real, como o Super Notícias mostra todo dia, não sinto muito espanto. É normal, penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas é mesmo? Será que na “vida real” (porque é, supostamente, aí que os produtos adultos querem se separam dos outros: eles supostamente mostram a vida como ela é) todos somos uns insensíveis cruéis que não dão nada para o mundo, e que não sentem o menor remorso em matar alguém, estuprá-lo, fazer coisas horríveis com sua família e depois nos embebedamos até dormir? Será que o mundo não tem nada de bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero acreditar que sou eu que está ficando ingênuo. Sei que o mundo não é um mar de rosas, e que existe um mar de pessoas cuja vida não vale um centavo. Mas será que é demais pedir um entretenimento que exalte o que há de melhor em nós, em vez de dizer “que se foda o mundo, que diferença faz”? Que nos mostre por que vale a pena ser como somos e não muito piores? Que nos mostre que há coisas que estão errado, e que aqueles que o fazem serão eventualmente castigados? Porque, sinceramente, depois de ler ou assistir a um produto adulto, não dá vontade de acordar de manhã. Ou de fazer absolutamente nada.&lt;br /&gt; Enfim, meu ponto é o seguinte: A todos aqueles que produzem entretenimento adulto, por favor, chega desse mundo. Adulto deve significar complexo, intrigante, profundo e talvez um pouco mais cru que os outros. Só isso. Violência cada duas cenas ou sexo a cada três páginas não torna um produto adulto. O torna sofrível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-4508166534250474624?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/4508166534250474624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=4508166534250474624&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4508166534250474624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4508166534250474624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/07/o-insuportavel-mundo-real.html' title='O insuportável mundo real'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-6537798570886027655</id><published>2009-06-21T19:28:00.002-03:00</published><updated>2009-06-21T19:28:28.976-03:00</updated><title type='text'>De dominadores e dominados</title><content type='html'>Final de semestre. Todos os veículos que sejam escritos por estudantes universitários sem dúvidas se tornarão um lugar de desabafo, ao ponto de fazer os leitores se sentirem mais cansados do que os próprios escritores. Mensagem para vocês: Parem de encher o saco. Não é culpa do leitor se vocês estão cansados/exaustos/ em coma estudantil/mortos de estresse. Dito isto, posso proceder a dar meu desabafo porque, convenhamos, o meu importa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma razão, os professores acham que não tem absolutamente nada de errado em deixar tudo para o final. Sabe, distribuir três décimos aqui e acolá durante quatro meses e fazer uma prova final na qual uma questão vale 95 pontos e a outra 4,7. E tudo com uma cara normal, dizendo coisas como “vão cair 30 autores na prova, qual que é problema?”. Nesses momentos, me pergunto com grave dúvida o quê me segura de pegar a carteira na que estou sentado e arremessar com força no sorriso irônico do sujeito em questão. Tenho certeza de que não só seria aplaudido pelos meus colegas, senão imitado. E assim, juntos, demonstraríamos exatamente qual é o problema. Mas, que pena, meu futuro profissional estaria comprometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores universitários, vivendo em um ambiente que os mima do mais do que a um filho único, chegaram a acreditar que o mundo gira ao redor de si. Sua opinião é um dogma incontestável, e sua vontade se sobrepõe às forças do tempo e do espaço. “Que insuportável!”, você deve estar pensando. É, mas não é só insuportável: É triste. Não posso deixar de pensar “se você é tão grande e poderoso assim, professor/a X, porque ninguém além de nós te conhece? Nunca ouviu falar que quem não faz, ensina? Você está ensinando”. E começo a olhá-los com certa pena. Até com compaixão: Que mal faz cumprir um ou dois caprichos do/a sujeito/a, se isso o/a fizer sentir melhor? O problema é que são tantos a ser agradados, que fica impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tudo são espinhas. Existem algumas jóias raras. Os que se organizam. Os que estão genuinamente interessados em ensinar. Os que escutam. Os que perdoam. Os que se colocam no nosso lugar. Os que, enfim, fazem de sua aula um momento desejado. A eles, minha eterna gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde quero chegar com isto, você se pergunta? A que percebi, recentemente, que não vai acabar tão cedo assim. Os professores dos que não gosto vão ser substituídos por chefes, governantes e autoridades de todo tipo. Aqueles que, independente de nossas qualidades ou méritos, sempre estarão acima de nós. Aqueles com os que não adianta discutir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que vou fazer então? Se tem uma coisa que não gosto, é acatar ordens sem responder. Quando não respondo, algo dentro de mim queima, sinto que o mundo acaba, que nada vale a pena. Que nunca vou me livrar desse jugo. Mas eventualmente passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual é o segredo? Não há segredo. Mas tenho algumas sugestões. Primeiro, tenha limites. Até um certo ponto, reconhecendo a necessidade, você vai. Após esse ponto, é território proibido. Eu tenho meus limites já bem definidos. O resto do tempo tenho que obedecer mesmo. Segundo, se adiantar (e não adianta), pense que você só está fazendo isso para chegar não ao mesmo lugar, mas encima do sujeito. E vai olhar com satisfação para trás e dar tchau para a cara de boba da pessoa (eu sei, é patético, mas tem umas horas que a gente têm que se justificar a si mesmo). A vontade daqueles que está por cima de você nem sempre é maligna. Ela pode ser benéfica. Mas quando não for, lembre: Ela é só um meio, não um fim. O fato de você cumpri-la é bom, porque proporciona novas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é uma discussão muito séria para ser tirada de um simples final de semestre, não é? Não, não é. É, na verdade, uma explicação clara do que há exatamente de errado com o final de semestre. E de por que, se alguma vez estivermos no poder, iremos ser tão insuportáveis quanto aqueles de quem agora reclamamos. Sério. Ai de aqueles que estiverem sob meu comando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-6537798570886027655?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/6537798570886027655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=6537798570886027655&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/6537798570886027655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/6537798570886027655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/06/de-dominadores-e-dominados.html' title='De dominadores e dominados'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-8952177388303690767</id><published>2009-06-07T21:13:00.000-03:00</published><updated>2009-06-07T21:14:10.929-03:00</updated><title type='text'>Dá beijinho pra passar...</title><content type='html'>Sexta feira eu senti por primeira vez em muito tempo dor de cabeça. Hoje, enquanto escrevo este texto, o fenômeno se repete. Antes de nada, quero esclarecer algo: Meu corpo e eu nos damos muito bem. É verdade que espirro como um possuído quando acordo (rinite alérgica) e que tenho que secar minha pele com força para que não se irrite, mas eu aprendi a perdoar esses caprichos em troca de nunca ficar doente. E funciona mesmo: Tirando uma eventual dor de garganta, eu não fico doente. Atribuo isso a meu poder mental de cura (sempre que alguma coisa está doendo, me convenço do contrário até que passa) e minha grande força de vontade. Mas quando aquilo que me impede de ficar doente é que é atacado, aí não tem jeito. Minha cabeça está doendo, e se bem não é uma dor excruciante, é como uma abelha zunindo do meu lado: Não dói, mas incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor de cabeça é praticamente uma personagem na história da humanidade. É uma doença que não apresenta sintomas visíveis, mas que deixa a pessoa desabilitada completamente. É um ataque direto e bem-sucedido ao nosso centro de comando. Não só nos prejudica fisicamente, mas também nos tira a capacidade de raciocinar com clareza e a vontade de agir. E, como a cabeça é o centro nervoso do corpo, a danada da dor dá seu jeito de prejudicar outras partes (comumente, o estômago).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma imensa variedade. A que começa no pescoço, caracterizada pela dor muscular (uma massagem na área arranca, nessas horas, suspiros de prazer). A dos lados, que criou uma imagem muito popular no mundo do entretenimento – a massagem das têmporas, que de nada ajuda, mas nos faz sentir como uma personagem de um filme que deve decidir se atirar ou não um míssil. Aquela que só dói quando nos mexemos, levando-nos em uma viagem sem volta à cama. E, por último, a diva, a rainha, a Enxaqueca. Quem tem sabe, que não tem não imagina (e eu não imagino). Ver uma pessoa com enxaqueca nos traz os mais profundos sentimentos de desconfiança: Será que a pessoa está tão mal assim? Não pode ser... Quem avisa, amigo é: NUNCA desacredite alguém que está com enxaqueca. As conseqüências serão terríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade busca remédios para se livrar desse mal desde que se entende por raça. Os incas chegavam a furar a cabeça, retirando um pedaço do crânio, pois acreditavam que assim deixariam sair os espíritos malignos ali encerrados que lhes causavam a dor. Outra solução comum entre eles era fazer uma pequena incisão na testa e deixar o sangue correr (muito provavelmente isso provocava um desmaio, mas e daí? Passava ou não passava?). Hoje em dia, as soluções são menos drásticas: Existem remédios farmacêuticos, relaxamento em todas suas formas, acupuntura e afins. E os pacientes se dividem em dois: Os que não são curados e os que não tinham uma dor tão forte assim pra início de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor de cabeça é, para muitos, um mal natural. Tornou-se uma coisa rotineira para a maioria das pessoas, junto com a alimentação, o trabalho, a vida social e todas aquelas coisas que vêm a ser esperadas de uma vida normal. Só que a dor de cabeça, ao contrário da maior parte das coisas na nossa rotina, não pode ser ignorada. A dor de cabeça exige atenção. Se você tem que responder um e-mail, pode fazê-lo ao mesmo tempo que come e conversa com um colega. Se você tem dor de cabeça, não pode fazer nada (nada bem, pelo menos. Este texto é um exemplo). A dor de cabeça é ciumenta e possessiva. Ela exige seu tempo só para si. E é ingrata, pois não dá nada em troca.&lt;br /&gt; Rezo aos céus que esta seja uma condição temporária (e suspeito que seja, porque andei jogando um jogo aqui no computador em que a personagem tende a continuar se mexendo depois de você interromper a ação, o que dá a impressão de que ela está escorregando constantemente – náusea total). Sinceramente, não tenho tempo em minha vida para desenvolver uma condição de dor de cabeça. Pelo meu bem e de todos aqueles que me rodeiam (e quem me conhece sabe que, se bem não sofro de enxaqueca, muitas vezes ajo como tal), esta dor vai ter passado até amanhã. Se não houver um novo texto no próximo domingo, é porque não passou. Se cuidem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-8952177388303690767?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/8952177388303690767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=8952177388303690767&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/8952177388303690767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/8952177388303690767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/06/da-beijinho-pra-passar.html' title='Dá beijinho pra passar...'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-5349554415008294121</id><published>2009-05-31T12:54:00.001-03:00</published><updated>2009-05-31T15:08:21.666-03:00</updated><title type='text'>Uma longa estrada cheia de mistérios</title><content type='html'>Eu me gabava de ser um leitor rápido. Li os livros do Harry Potter 1, 2 e 3 em um dia cada um. E o quarto eu li em dois. Não sei como eu conseguia, mas eu lia e lia bem. Às vezes descobria, quando comentava a história com outros, que tinha lido os nomes das personagens errado, mas e daí? Eu lia pra mim mesmo! O que importava era o que eu achava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá bom, eu admito: Isso era um exagero. Não precisava ler tão rápido assim. Aos poucos, comecei a diminuir o ritmo, mas ainda continuava numa velocidade acima do normal. Levava uma semana para ler os livros. O que estava, diga-se de passagem, muito bem (havia exceções, claro, como os livros obrigatórios da escola, nos quais eu demorava séculos. Quem não demorava?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora algo está acontecendo, e não sei o que é. Talvez seja que estou lendo livros mais adultos e menos empolgantes, mas o caso é que estou demorando duas semanas cada um. Isso sem mencionar dois nos quais demorei MESES (“Oliver Twist” e “A cabana do pai Tomás”, o qual ainda estou lendo). Acho que é falta de tempo: quando sento pra ler, até leio rápido, mas por pouco tempo. Ou pode ser falta de interesse. O livro não precisa ser chato, mas a não ser que seja extremamente empolgante, começo a ficar cansado. Ler dois capítulos robustos já me deixa cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez seja que, convenhamos, não leio um livro empolgante em um bom tempo. Sabe, daqueles em que o capítulo acaba com a personagem caindo do penhasco enquanto os antes-extintos-agora-revividos morcegos assassinos da ilha da Tasmânia voam furiosamente atrás dela (o que dá lugar a dois eventos empolgantes: Ou a personagem cai e morre – surpreendendo-nos e tirando lágrimas dos nossos olhos – ou ela é pega pelos morcegos e levada para seu ninho – onde sofrerá coisas inimagináveis). Pior, pode ser que a idade de coisas extremamente empolgantes simplesmente tenha passado. Num mundo onde todos os livros, filmes, seriados de TV e quadrinhos não nos deixam respirar com revelações bombásticas, é difícil se empolgar... O coração se torna forte e insensível. Sério. Meu seriado favorito, Fringe, o qual assisto fielmente, acabou outro dia. E o final, que deveria me deixar de cabelos em pé, chorando pela próxima temporada, só me deixou satisfeito (uma sensação tão fria e formal, do tipo que não deveria ser provocada por coisas empolgantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é isso mesmo, a empolgação, o mistério, que me faziam ler rápido. E sinto muito ter perdido a habilidade de me empolgar. Como escritor, sonho que meus leitores sintam essa emoção no meu livro, e tenho receios de não poder provocá-la se eu mesmo não a sentir. Mas é aqui que vem o pulo do gato. A grande revelação. O clímax. Está preparado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a perda da sensibilidade, ganhei um profundo entendimento de como provocar os sentimentos que não posso sentir. Sério. Virou uma espécie de matemática: Posso ver exatamente quais ingredientes são necessários, que conexões devem ser feitas, o que as personagens devem fazer. Pode até ser que isto não esteja claro para mim desde o começo, mas no desenrolar, o vejo claro na minha frente. Tanto assim que uma das razões do final de Fringe não ter me empolgado tanto é eu tê-lo adivinhado antes de acontecer (o mesmo aconteceu com o final da quinta temporada de Lost). Não estou brincando. Eu sabia o que ia acontecer (ou, na verdade, o que já tinha acontecido e iria ser revelado ao espectador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto como um escritor de livros de criança que já não é mais criança. Ou como um de livros de romance que já casou cinco vezes e não sente mais amor. Estes dois casos, no entanto, assemelham-se ao meu também no fato de que, mesmo assim, posso sentir, como escritor, um prazer em contar essas histórias, porque sei o que vão provocar nos outros. É como dar um presente: Eu adoro, mesmo que não seja para mim, porque imagino como a outra pessoa vai se sentir supressa e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estou demorando mais para ler sim. Eu não sinto mais empolgação. Mas, como dizem, o importante não é só chegar lá, é a viagem. E a viagem me ensinou um baita segredo, que vai me servir bastante para o resto da vida. Não só isso, como descobri que há livros que são feitos para ler-se devagar. Posso dizer que estou saboreando a viagem completamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-5349554415008294121?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/5349554415008294121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=5349554415008294121&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/5349554415008294121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/5349554415008294121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/05/uma-longa-estrada-cheia-de-misterios.html' title='Uma longa estrada cheia de mistérios'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-124526408806910668</id><published>2009-05-17T19:34:00.002-03:00</published><updated>2009-05-17T19:48:32.317-03:00</updated><title type='text'>Hasta la vista, baby</title><content type='html'>Acabo de lembrar de um comercial que passava no Canal 9 da Argentina (assim se chamava o canal Telefé na minha cidade) que anunciava a estréia do filme "O Exterminador do Futuro" na programação. Começava com um locutor falando "Arnold Schwarzenegger está de mau humor. De muito mau humor", enquanto se mostravam imagens do dito-cujo destruíndo algumas coisas como máquina destruidora vinda do futuro para matar Sarah Connor (ok, provávelmente essa última parte foi desnecessária; minha intenção não é discorrer sobre Terminator, mas é que o seriado "The Sarah Connor Chronicles" acabou de ser cancelado eu gostava muito dele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimamente, eu tenho andado como Arnold Schwarzenegger. Com tantas coisas para fazer e tão pouco tempo, meu mau humor atinge picos incríveis para depois cair, no momento da bonanza. É injusto, mas eu sinceramente perco a paciência muito rápido nas horas de estresse, e muitos saem lesados com isso. O problema é, depois, convencé-los de que foi sem querer e que "agora estou bem, vamos (fazer alguma coisa)". O que me irrita, então, é estar rodeado de tantas pessoas que não merecem meu mau-humor e a irritante falta de gente que merece. Ou de oportunidades para enfrentá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso específico? A operadora de celulares Claro. Minha irmã tem uma conta lá, e descobriu que, comparado como o meu, o plano dela é uma porcaria. Eu a instiguei a lutar pelos seus direitos de consumidora, mas ela é mais acomodada e prefere deixar tudo como está. Aí eu me sinto injustiçado: Tudo bem, eu sou o que tem o plano BOM, mas por que não posso ter uma chance de gritar e ser rude com alguém que mereça? Hein? Se fosse eu, a Claro já estava me dando descontos de 100%. Mas não sou eu. Todos na minha vida concordam comigo (a exeção da minha academia, que me pediu um atestado médico até o dia 25 sendo que estou perfeitamente bem. Quando descobri que não era para todos que eles tinham pedido, era tarde demais, porque eu já tinha marcado o médico. Mas ai deles se o médico me pedir algum teste e o atestado demorar para mais do que o dia 25. Tô quase torcendo para que isso aconteça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, duas lições de moral para você:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Não me irrite. Mesmo. Meu cérebro mudará para o modo "saco de pancadas" e nossa relação sofrerá um sério trauma, em mais sentido do que um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Traga alguém culpável perante mim. Eu imploro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-124526408806910668?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/124526408806910668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=124526408806910668&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/124526408806910668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/124526408806910668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/05/hasta-la-vista-baby.html' title='Hasta la vista, baby'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-5362847043953729095</id><published>2009-05-03T20:50:00.003-03:00</published><updated>2009-05-03T21:06:22.758-03:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>"Tijolão!". "Isso? Nem pobre rouba!". "É o primeiro inventado, né?". Esses eram alguns dos comentários que eu ouvia cada vez que tirava meu celular até uns dias atrás. Um bom e velho Nokia 3320, que na época que eu ganhei já estava meio ultrapassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi meu primeiro e, até dois dias atrás, meu único. E a emoção que eu senti quando ganhei? Era usado? Era. Tava velho? Tava. Mas eu não deixava de me sentir no topo do mundo. EU TINHA CELULAR! Claro, era com créditos, então olha lá. Nada de ficar ligando muito tempo ou exagerando nas mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio a evolução. E eu não evoluí. Enquanto todos tiravam fotos e enviavam para os outros, eu dizia "eu não uso muito, sabe, então não compensa trocar". E não usava mesmo. Cheguei a deixar seis meses sem crédito. Mas para que serve 9090 senão para nós caloteiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase virou ódio. EU já não o aguentava, &lt;em&gt;queria&lt;/em&gt; outro. Mas sempre acabava ficando com ele na hora H. Nenhum me satisfazia. Para que mudar? O gordinho era meu amigo. Com ele eu me sentia seguro. Quem iria querer me roubar? E, mesmo sendo fiel, ele não queria compromisso: Era pré-pago. Sabe aquelas mensagens: "Sua linha será cancelada em dois dias devido à falta de uso"? Ignore. Daqui a dois dias eles enviam outra te implorando pra usar. Eu chegeui a ganhar o dobro do que carreguei uma vez. O truque é esperar a hora certa. E assim foi indo. Nos tornamos verdadeiros companheiros. Que se danasse o que os outros diziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia, quando eu começava a a carregar crédito mesmo, e usar com freqüencia (pois é, a faculdade muda as pessoas), o tempo reclamou. Já passava da hora. E meu celular começou a falhar: A bateria acabava, a tela apagava, as palavras se invertiam (muito esquisito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tenho outro. Moderno, estiloso. E meu gordinho está aí, cada dia pior. Ele já não funciona, só uso pela agenda, que ainda estou copiando. Sua luzinha verde se estingue cada vez mais. E, relembrando tudo o que passamos, só posso dizer: Adeus, gordinho. Se alguém sabe o que é amizade, é você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-5362847043953729095?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/5362847043953729095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=5362847043953729095&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/5362847043953729095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/5362847043953729095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/05/despedida.html' title='Despedida'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-2070211318044382791</id><published>2009-04-21T20:11:00.002-03:00</published><updated>2009-04-21T20:31:31.786-03:00</updated><title type='text'>My preciousss!</title><content type='html'>Ontem assisit a um filme chamado "Os delírios consumistas de Becky" (acho, talvez o nome não fosse exatamente esse). Eu não estava lá muito empolgado, mas acabei gostando. Pelo menos me fez rir algumas vezes, e me diverti (em alguns momentos, reflexões filosóficas na arte &lt;em&gt;podem&lt;/em&gt; ser deixados de lado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, há menos de uma hora atrás, eu assiti Gossip Girl. Pois é, pode tirar esse olhar do rosto, porque &lt;em&gt;tudo mundo&lt;/em&gt; assiste. É o novo The O.C., só que sem as lésbicas e com gente bonita (ah, e &lt;em&gt;divertido&lt;/em&gt;). E, juntando o filme e o seriado, comecei a chegar a uma conclusão: Qual é a das mulheres com as roupas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passa uma cena em qualquer coisa feita para mulheres sem que alguém esteja vestindo algo que será comentado por outra personagem.  E é incrível como as mulheres conseguem ver características nas peças que para mim são completamente inexistentes. Por exemplo, hoje em GG, uma mulher pegou uma sandália preta com umas faixas verdes e disse "Quem disse que isto não é arte?". Para mim, era um sapato. E não muito bonito. Sapatos, é verdade, parecem ser o ponto fraco, podendo causar orgasmos espontâneos ao se entrar numa loja. Mas isso acontece o tempo inteiro com outras peças: "Este vestido é tão... verão na praia. E sabe, com aquele colar do Natal retrassado?" (aí, a moça desmaia, porque a combinação é simplesmente muito perfeita - ou &lt;em&gt;mara&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembra os enólogos, que conseguem achar gostos no vinho que não deveriam estar alí para começar: "Reparem nas notas de frutas tropicais... e alguns conseguirão sentir também aquele deixo de orégano no final". O vinho é, lembro a todos, feito de &lt;em&gt;uva&lt;/em&gt;. Não há lá muitos gostos que ele possa ter. Com a roupa é a mesma coisa (e, claro, também com esmaltes e penteados, mas isso daria um outro post inteiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não ache roupa bonita. Eu leio GQ, afinal de contas. Gosto de me vestir bem. De usar peças que combinem. Mas tem horas que parece extrapolação. E nessas horas, lembro da frase que Keyra Knightley respondia seu marido em &lt;em&gt;A Duquessa&lt;/em&gt; quando este lhe perguntava por que as roupas femininas era tão complexas: "Vocês, homens, tem seus cachorros e suas ocupações para se expressar. Nós temos nossas roupas". Nó século XIX, ainda vai. Mas hoje em dia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-2070211318044382791?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/2070211318044382791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=2070211318044382791&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/2070211318044382791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/2070211318044382791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/04/my-preciousss.html' title='My preciousss!'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-3968124044989802782</id><published>2009-04-06T15:55:00.005-03:00</published><updated>2009-04-06T16:11:14.294-03:00</updated><title type='text'>Minhas mais sinceras desculpas</title><content type='html'>Pronto. Está resolvido. Não precisa procurar mais: O culpado já foi achado e medidas estão sendo tomadas. Tanto assim que eu agora escrevo na clandestinidade, desde um local que não posso revelar pela minha própria segurança. Afinal de contas, eu sou um louro de olhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que não queriamos fazer nada grave. Sabe como é que é. Um dia um dos meus amigos loiros me chamou prum canto, falando baixinho, e me ofereceu uma baita oportunidade. Eu ia enriquecer rápido, ninguém ia sair ferido. Só tinha uma condição: Ser louro de olhos azuis. Eu fiz o que todo louro de olhos azuis faria: Aceitei na hora, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por um tempo até que deu certo, sabe? Todo mês eu recebia, sempre cada vez mais, e ao meu redor tudo continuava igual. Por que eu ia me preocupar? Era uma boa época para ser louro de olhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente tudo acabou. De repente mesmo. De um dia pra outro o dinheiro parou de chegar, as pessoas começaram a quebrar e alguém gritou "crise!". E eu? Eu fiz o que qualquer outro louro de olhos azuis faria (e fez): Fingi que não era comigo e entrei no barco com o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por um tempo até que deu certo, sabe? O povo chorava, reclamava, mas ninguém nos culpava. Nós eramos vítimas também. Sofríamos do mesmo jeito, e niguém precisava saber da nossa culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente tudo acabou. Um homem muito esperto chegou à verdade: A culpa da crise era &lt;em&gt;nossa&lt;/em&gt;. Não posso descrever minha sensação quando a verdade saiu à tona. Estava tão assustado e desorientado... Fiz o que todo louro de olhos azuis faria: Fugi. Fiz as malas, beijei meus parentes e parti, para um lugar onde niguém fosse reparar em mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estou. Congelado, meus dedos machucados pelo frio, tudo por ter entrado nesse esquema idiota. Fazer o quê, é louro de olhos azuis mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Se quiser apontar características do culpado, olhe pra seu comportamento, não seu físico, viu, senhor muito esperto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-3968124044989802782?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/3968124044989802782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=3968124044989802782&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/3968124044989802782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/3968124044989802782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/04/minhas-mais-sinceras-desculpas.html' title='Minhas mais sinceras desculpas'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-7520360136503212352</id><published>2009-03-29T16:31:00.002-03:00</published><updated>2009-03-29T16:51:36.388-03:00</updated><title type='text'>My name is Bond, Lame Bond...</title><content type='html'>Estou revoltado. Têm coisas na vida que a gente dá por assumido: A morte, os impostos, políticos corruptos, infidelidade masculina... todos fatos da vida que eventualmente nos atingirão. É a vida. Não vai mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que um desses fatos era, claro, filmes do agente 007, James Bond. Você &lt;em&gt;sabe&lt;/em&gt; que eventualmente sairá um novo filme do Bond. E que alegria: Vilões cartunescos (sempre estrangeiros, claro, pois eles devem ter um sotaque exótico), Bond girls (uma boa, uma má, sendo esta última fadada à morte), trocadilhos infames e, claro, a clássica "Dry martini shaken, not stirred" ("Martini seco agitado, não batido"). Podiam não ter uma ótima trama, mas eram cheias de gente bonita e momentos alucinantes. Até que tudo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro filme da "nova geração" de Bond, "Cassino Royale", introduziu um novo ator e, de certa maneira, agitou a fórmula. O filme agora se leva mais a sério, com momentos dramáticos e um Bond que é toturado psicologicamente (e fisicamente também, em partes... sensíveis) por todos lados. Até que não foi ruim. As mulheres foram um desastre, sendo que a mais bonita das duas durou uns dois segundos (e nenhua delas era "má") , mas no todo, não foi ruim. E eu fiquei bastante empolgado com a continuação, "Quantum of Solace".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, Deus! Todo traço dos bons e velhos filmes se esvaiu no ar. A começar pela trama, que é uma direta continuação do filme anterior, e se desenvolve de uma maneira mais convulta e retorcida que uma árvore do sertão. Se você entendeu 15% do filme seu Q.I. deve ser maior do que 140, porque eu já vi duas vezes e ainda há coisas que não consigo entender como se relacionam umas com as outras. De novo Bond Girls não só desconhecidas, como feias, sendo que a mais linda novamente dura pouco, e sofre um destino tão horrível como sua predecessora de Cassino Royale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Bond. Oh, Bond é um caso aparte. Ele ainda não esqueceu o amor de sua vida do filme anteiror (se você pensar bem, eles passaram &lt;em&gt;menos de um dia&lt;/em&gt; juntos em Cassino Royale, o que já é suficiente para eles terem se apaixonado além dos limites mortais), e está cada vez mais sensível (leia-se chato). O fato de o ator (Daniel Craig) já ter naturalmente uma cara de tacho não ajuda em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme já não é mais engraçado ou empolgante. É dramático e entediante. Como disse meu pai, "se eu quiser ver um filme de espionagem &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt;, eu não assisto 007". Ou seja, não só se perdeu a personalidade da série, como nem sequer se evoluiu a um estágio sério. Ficou numa espécie de limbo intermediário que, sinceramente, é um saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parece que vai continuar. De novo, a história ficou inconclusa. O que vem depois não quero nem saber. Vou alugar os quatro filmes da fase Pierce Brosnam (na minha humilde opinião, a melhor do espião) e relembrar os bons tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-7520360136503212352?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/7520360136503212352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=7520360136503212352&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/7520360136503212352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/7520360136503212352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/03/my-name-is-bond-lame-bond.html' title='My name is Bond, Lame Bond...'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-6172910531515921379</id><published>2009-03-22T12:21:00.003-03:00</published><updated>2009-03-22T12:48:53.944-03:00</updated><title type='text'>Sobre cabeças e ressacas</title><content type='html'>Hoje acordei de ressaca. "Pois é, a festa ontem foi boa", diriam alguns, sem perceber que, se você está mesmo de ressaca, a festa &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; foi boa, você não tinha nada mais a fazer senão beber, e ainda por cima a bebida não era grande coisa (leia-se: Sua capacidade embriagante era sua maior qualidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê. Mas eu descobri que algo bom saiu dessa dor de cabeça e quase-náusea: Eu comecei a ler um texto da faculdade (por segunda vez, já que a primeira, alguns dias atrás, viu meus olhos percorrerem as linhas enquanto minha mente planejava uma boa campanha publicitária para o meu livro) e percebi que não só estava entendendo tudo com clareza, mas estava &lt;em&gt;gostando&lt;/em&gt; do texto. E mais: Eu queria saber como continuava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se explica isto? Será que a vergonha das poucas coisas que lembro da noite anterior e a vontade de não ter dor de cabeça (porque comigo é assim: se eu não quero ficar doente, não fico) forçaram meu cérebro a ligar o modo estúdio e achar o texto interessante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentávelmente, o efeito passou. Páginas depois, enquanto meus ohos continuavam a percorrer fielmente as linhas, minha cabeça começou a pensar em importações de quadrinhos e conversões de valores em dólares para reais. E aí que me acertou: A ressaca era só uma desculpa. Na verdade, eu tava prestando atenção por que sim, sem razão nenhuma. Mas quando o tempo começa a passar, a cabeça não aguenta e se liberta, voando como um pássaro migrante para os confins mais felizes da Terra. Isso, ou eu tenho que ir na cozinha, beber um copo de vinho e voltar a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução que encontrei foi a seguinte: Fiz um pacto com meu cérebro. Eu dividi o texto em partes, e depois de ler uma, leio alguma coisa no computador que eu ache incondicionalmente atraente (e não estou falando &lt;em&gt;disso&lt;/em&gt;, seu pervertido, que eu sou um garoto de família). Acho que funciona, pelo menos por agora. Mas cuidado! Essa solução não é universal. Em coisas como vestibular, sermão de missa (sermão de pai também), julgamentos, revisões de matéria minutos antes da prova, negociações de altas sumas de dinheiro e entrevistas de trabalho ela não só é inviável, também pode criar situações embaraçosas ("O senhor se importa de me dizer suas qualificações ao invés de ler minha Marie Claire?").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, o truque só é necessário para mentes dominadoras como a minha, que geralmente possuem uma vontade bastante diferente daquela que os seus donos têm. Olha onde eu tive que chegar: &lt;em&gt;Negociações&lt;/em&gt; com meu próprio cérebro. Mas talvez eu mereça; afinal de contas, eu sobrecarreguei o coitado com uma substância bastante prejudicial ontem à noite. A sua rebeldia é, portanto, justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que lição posso tirar de tudo isto?", você deve estar se perguntando. Bom, isso depende de você. Você: (a) Faz o que quer? (b) Faz o que os outros querem? ou (c)Não faz nada?. Se você respondeu (a), não há nenhuma lição a ser tirada. Fique bêbado, acorde de ressaca, leia o texto e ponto cabou. Já se você respondeu (b), pode tentar a minha solução: agrade seu cérebro para que ele o obedeça depois. Éé chato, eu sei, mas vocês vão ficar juntos a vida inteira. Já se você disse (c), você nem lendo este texto está, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, e lembrem: Se alguém diz "começa às 22:00" provávelmente comece às 23:00, e se alguém diz "frozen" provávelmente queira dizer "refresco com àlcool etílico que não tivemos tempo de congelar, mas se você é dos que bebem frozen não vai se importar mesmo". Estas e outras lições de vida muito importantes eu aprendi ontem, e usarei sabiamente pelo resto da minha graduação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-6172910531515921379?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/6172910531515921379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=6172910531515921379&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/6172910531515921379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/6172910531515921379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/03/hoje-acordei-de-ressaca.html' title='Sobre cabeças e ressacas'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5499246875085414922.post-4660712045437098382</id><published>2009-03-15T17:19:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T17:33:59.611-03:00</updated><title type='text'>É o começo do fim!</title><content type='html'>Vou ser sincero com vocês desde agora, para que depois não haja surpresas ou confusões: Sou uma pessoa impulsiva. Faço bobagens das quais depois me arrependo tanto que me sinto tentado a imitar a técnica milenar do avestruz: Enfiar a cabeça na terra. Ou pior, me engajo em projetos que dos quais depois sinto tanta preguiça que não tenho outra opção senão deixar para trás como quem deixa um quebra cabeça depois de ter encaixado duas míseras peças. Mas sou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse contar (ou tentar, aliás, porque conseguir um número exato é loucura) as vezes que começei um blog, pereberia que, mais ou menos, 50% dos sites já criados na esfera virtual são blogs meus, esquecidos e algumas vezes agraciados com a deletação (pois é, o substantivo do verbo "deletar", conhece não?). O único que durou, até agora, é um que não criei sozinho, daí sua vida de mais de dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora tudo isso acabou. Chega. &lt;em&gt;Ces't fini&lt;/em&gt;. Este blog chegou para ficar, e única razão para isso é você. Pois é, você, que agora mesmo está correndo os olhos por estas singelas linhas, não pode deixar de ler e comentar todos e cada um dos textos que forem postados neste blog. Por que senão, sem sombra de dúvida (e nunca entendi por que uma dúvida teria sombra, afinal de contas nem corpo tem), este blog &lt;em&gt;vai&lt;/em&gt; se estiguir e ninguém além de você, seu egoísta analfabeto, terá a culpa. Por acaso eu vou ficar escrevendo para o éter? Para ocupar o servidor do Blogger? Não, eu estou escrevendo porque sinto que tenho algo a dizer e você, caro, vai escutar tudo. Sem reclamar. Achando bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que estamos combinados, deixe-me dizer: Bem vindo! E sinta-se confortável! É o começo do fim, e você não tem nenhum outro lugar onde estar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5499246875085414922-4660712045437098382?l=http-403.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://http-403.blogspot.com/feeds/4660712045437098382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5499246875085414922&amp;postID=4660712045437098382&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4660712045437098382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5499246875085414922/posts/default/4660712045437098382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://http-403.blogspot.com/2009/03/e-o-comeco-do-fim.html' title='É o começo do fim!'/><author><name>Francisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15584440501009034775</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_Nd2mq2uhoCI/Sb1iptVULAI/AAAAAAAAABI/7CnegTZe0gE/S220/DSC00889.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
